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Q! Você precisa saber: osteoporose Imprimir E-mail
29 de julho de 2008


Osteoporose: o que é?

A osteoporose é o aumento da porosidade dos ossos o qual leva a um enfraquecimento ósseo podendo acarretar alto risco de fraturas, mesmo em atividades rotineiras.

   
Osso normal
Osteoporose

Desde a infância até a idade adulta o osso ganha resistência, porém aos 35 anos e, especialmente na idade avançada, o osso perde cálcio e com isso a sua força diminui progressivamente.

Apesar de sua aparência rigorosa e resistente, o osso é um tecido vivo que está em constante processo de formação e reabsorção. Este processo é chamado de remodelação óssea e é diferente em cada etapa da vida. O osso se reconstrói com mais intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro se inverte e a absorção de osso passa a ser maior que a formação.

O organismo está constantemente fazendo e desfazendo os ossos, sendo que os hormônios ajudam a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea, efetuando assim, sua renovação. Outro elemento fundamental para a saúde dos ossos é o Cálcio que é absorvido pela ingestão de alimentos.

Durante os primeiros anos após a menopausa, a mulher perde cerca de 1/3 do cálcio dos ossos, em conseqüência da perda de função dos ovários que deixam de produzir o hormônio feminino (estrogênio), que protege os ossos contra a osteoporose.

Quando a massa óssea e a quantidade de cálcio diminuem substancialmente, existe um enfraquecimento dos ossos que se tornam ocos, porosos e mais suscetíveis a fraturas. Esse acontecimento é chamado de osteoporose, uma doença muito freqüente na população feminina (cerca de sete milhões de mulheres brasileiras), principalmente, na terceira idade. A osteoporose masculina também é constatada em pacientes em idades mais avançadas.



As fraturas mais freqüentes ocasionadas pela doença acontecem na coluna vertebral, quadril e ossos do punho e ocorrem com mais freqüência no sexo feminino após 65 anos e no masculino após 75 anos.

A osteoporose avança vagarosamente e dificilmente apresenta sintomas. Por ser silenciosa, ela pode passar completamente despercebida se não forem realizados exames para diagnosticá-la.
Assim, na maioria das vezes a pessoa não toma conhecimento que tem osteoporose até que aconteça uma fratura.  Porém há alguns sintomas:

  • Perda gradual de altura (achatamento das vértebras);
  • Dor nas costas;
  • Fraturas na espinha, nas munhecas e nas costelas.

A melhor alternativa para se evitar a osteoporose ainda é a prevenção. Algumas medidas preventivas podem ser tomadas ainda na juventude, como o consumo adequado de Cálcio (laticínios são as principais fontes) e a prática de exercícios regulares, principalmente aqueles que incluam levantamento de peso, de preferência com acompanhamento de um educador físico.


Osteoporose: fatores de riscos

Os fatores de riscos que podem facilitar o aparecimento da osteoporose são:
  • Idade avançada em ambos os sexos;
  • Menopausa precoce (antes dos 45 anos);
  • Composição corporal magra;
  • Doenças crônicas que tenham acometido jovens dos 10 aos 18 anos, em fase essencial para aquisição de massa óssea;
  • Presença de deficiência nutricional de cálcio, vitamina D, C ou de alimentos em geral (desnutrição ou problemas de absorção); ou consumo excessivo de fibras insolúveis, proteína animal, fosfatos, cafeína, sal açúcar, álcool, vitaminas E e A;
  • Ausência de reposição hormonal após a menopausa;
  • Baixos níveis de testosterona (hormônio masculino)
  • Tabagismo (uso de cigarro);                       
  • Sedentarismo (não fazer exercícios);
  • Doença genética;
  • Doenças da tireóide (hipertireoidismo) e paratireóide (hiperparatireoidismo);
  • Uso prolongado de corticóide (cortisona);
  • Problemas de estômago e intestino ou cirurgias.

O conhecimento destes fatores é essencial para a prevenção da osteoporose.


FATORES DE RISCO PARA A OSTEOPOROSE:

   
Pessoas muito magras
 
Idade avançada

Osteoporose: como é feito o diagnóstico

A densitometria óssea é o exame que fornece mais elementos para o diagnóstico e o acompanhamento de qualquer terapêutica. Todavia, além do diagnóstico da doença por meio da densitometria, é importante encontrar suas causas.

Este exame é rápido, suave e não requer nenhum preparo. A duração do exame é de 10 a 30 minutos, em média. Ele possibilita verificar a quantidade de massa óssea e confirmar se, naquela ocasião, a pessoa apresenta uma massa óssea normal, osteopenia ou se já tem osteoporose. Por osteopenia entende-se uma massa óssea reduzida, que pode evoluir para osteoporose.
 
Osteoporose: prevenção e tratamento

O melhor tratamento para a osteoporose é a prevenção, que deve começar ainda na infância, estimulando a prática esportiva e uma aliimentação rica em cálcio.

1– Dieta

A alimentação é um aliado forte no combate a osteoporose. Uma pesquisa mostrou que o brasileiro tem deficiências alimentares em cálcio e vitamina D, pois enquanto a recomendação de ingestão diária para adultos é de 800 a 1.000mg de cálcio, os brasileiros consomem, em média, 400mg.

Uma dieta rica em cálcio no adulto irá diminuir a perda de cálcio dos ossos.

Ingestão diária para evitar osteporose:
Idade
Quantidade (mg/dia)
Crianças até 6 meses
              360
De 6 meses a 1 ano
              540
De 1 a 10 anos
             1080
De 11 a 18 anos
             1200
Dos 19 em diante
              800
Gestantes e amamentando
             1200

Diversos alimentos contêm cálcio, mas as principais fontes são os laticínios (leite, queijo, iogurte, etc.).



300mg de cálcio equivalem aproximadamente à:
     

Quantidade de cálcio por 100g ou uma xícara dos alimentos abaixo:

        513mg

             476mg

               330mg

                 400mg

                  Composição de cálcio dos alimentos
Alimento
Porção (g)
Medida Caseira
Cálcio (mg)
Leite integral
250 ml 1 copo
300
Leite desnatado
200 ml
1 copo
212
Leite em pó desnatado
40 g
2 colheres de sopa cheias
530
Leite em pó desnatado MOLICO®
40 g
2 colheres de sopa cheias
530
Leite em pó integral
40 g
2 colheres de sopa cheias
306
Leite soja pó SUPRA SOY®s/lactose
40 g
2 colheres de sopa cheias
360
Coalhada
200 g
1 copo
130
Iogurte natural
200 g
1 copo
228
Iogurte natural Nestlé®
185 g
1 pote
280
Queijo prato
30 g
2 fatias finas
307
Queijo branco
30 g
1 fatia média
216
Queijo parmesão
100 g
1 colher de sopa
1.140
Queijo tofu
50 g
1 pedaço grande
200
Queijo cottage
50 g
1 fatia grossa
45
Requeijão
30 g
1 fatia média
169
Ricota
60 g
1 fatia média
136
Ovo
50 g
1 unidade
50
Carne cozida
150 g
1 bife média
20
Espinafre cozido
100 g
1 xícara
93
Brócolis/Coube
100 g
1 xícara
187
Sardinha conserva em azeite
50 g
1 porção média
200

2 – Sol e Vitamina D

A vitamina D é outro elemento benéfico para se ter os ossos saudáveis, pois ela é responsável pela boa absorção de cálcio. Não é preciso ir longe para encontrá-la. Os brasileiros são privilegiados, pois tem a fonte gratuita, que é o sol, o qual é responsável por estimular a produção de quase toda vitamina D que necessitam.

A exposição ao sol (sem protetor solar), no inicio da manhã, antes das 9h ou após as 16h, durante 10 a 15 minutos é suficiente para formar a vitamina D, pois na pele é que se produz esta vitamina, que tem como papel transportar o cálcio dos alimentos para o osso, e com isso os ossos ficam mais fortes.

 

= VITAMINA D


Não é necessário ir à praia ou à piscina. A exposição de braços e pernas já é suficiente. O restante pode vir do consumo de alimentos ricos em vitamina D, como óleos, alguns peixes (salmão, arengue, sardinha), gema de ovo, amêndoas e nozes. A suplementação de cálcio e vitamina D é necessária quando a pessoa não consegue ingerir a quantidade adequada ou tem doenças que afetam os ossos.

Obs.: A molécula chamada de vitamina D3 tecnicamente, de fato é um hormônio, porque pode ser produzido pela pele por meio da exposição ao sol, ou pelo efeito dos raios ultravioleta. Quando por qualquer motivo não ocorre à produção pela pele, existe a necessidade de fazer sua suplementação pela dieta ou por meio de medicação.

3 – Medicamentos

O cálcio e a vitamina D, apesar de essenciais para a formação e manutenção dos ossos, sozinhos não conseguem tratar as pessoas que já desenvolveram a osteoporose. Assim, é necessário procurar seu médico para uma melhor conduta.

4 – Atividade Física

A prática de atividade física estimula a formação óssea e fortalece a musculatura e, por conseqüência, o esqueleto. A força mecânica gerada pelos exercícios, quando aplicada sobre o tecido ósseo origina sinais bioquímicos que estimulam as células que formam o osso.

     


O pico da formação óssea ocorre na juventude. Por isso, para aproveitar o máximo de produção óssea é importante que se pratique exercícios como musculação, corrida ou bicicleta. É interessante observar que quando você estimula um, você automaticamente gerará benefício ao outro. É por isso que se pode falar que os ossos e os músculos andam unidos.

Aconselha-se que a criança e o jovem tenham uma vida bem ativa, independente do exercício que venham a praticar. Os exercícios devem ser feitos no mínimo três vezes por semana por pelo menos 45 minutos. Os exercícios indicado são os realizados com algum tipo de peso ou resistência, como os de fortalecimento muscular ou até mesmo com o peso do próprio corpo, nas caminhadas, corridas, danças, pedalar.


Última Atualização ( 29 de julho de 2008 )
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