GRATO Imprimir E-mail
06 de agosto de 2008

GRATO
(GRupo de Apoio ao Tratamento de Obesidade)


A obesidade alcança um número cada vez mais expressivo de indivíduos na população e vem acompanhado de um aumento da morbidade e mortalidade, o que gera maior risco destas pessoas desenvolverem problemas cardiovasculares, metabólicos e ortopédicos. Diante dessa realidade, fez-se necessário organizar novas estratégias de tratamento que levassem em consideração a gravidade da doença, o contexto social e o mal-estar do paciente, de forma a promover saúde e qualidade de vida para estas pessoas.

É essencial ao ser humano a característica de agrupar-se aos seus semelhantes, com vistas a encontrar apoio e ajuda. Troca de conhecimentos, experiências, expectativas e até mesmo ter espaço para expressar seus medos e angústias podem proporcionar aos pacientes um sentimento de união e segurança. Devido esses aspectos, a Clinica Dr. Queroz criou o GRATO (Grupo de Apoio ao Tratamento da Obesidade), com a finalidade de desenvolver ações sistemáticas de caráter psicoeducativo que visam à promoção de cuidados com a saúde.

O grupo de apoio e orientação para indivíduos obesos é muito importante, pois visa ajudar a pessoa a se conhecer melhor e a descobrir a raiz de seu problema. Este grupo de apoio é uma maneira de compartilhar idéias, experiência e dificuldades, proporcionando uma importante troca entre seus participantes, que é considerada uma forte aliada contra a obesidade.

As reuniões visam trabalhar questões pertinentes ao tratamento como ansiedade angustia medos e fantasias. Tais sentimentos, geralmente, acompanham o paciente durante o processo de emagrecimento. Então, o psicólogo visa ajudá-lo a encontrar suas motivações pessoais, recuperar a auto-estima e apropriar-se do novo corpo que busca alcançar. O grupo passa a ter uma função de campo de construção dessas novas experiências (corpo obeso para o corpo magro) antes mesmo que elas aconteçam.

VANTAGENS DO GRUPO DE APOIO E ORIENTAÇÃO:
  • Facilitar a apropriação dos motivos que levaram a iniciar o tratamento e ajudar o participante a alcançá-lo;
  • Contato com outras pessoas que estejam passando pelo tratamento de emagrecimento e que podem, através da troca de experiências, construírem juntas estratégias de enfrentamento;
  • Espaço de reflexão que propicia o autoconhecimento e engajamento no tratamento;
  • Custo reduzido, permitindo que mais pessoas possam ter acesso ao trabalho psicológico.
Sendo assim, convidamos a participar dos encontros semanais, que ocorrerão (decidir dia e hora).

Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Confúcio

A persistência é o caminho do êxito.
Chaplin


PSICOLOGIA E O TRATAMENTO DA OBESIDADE INFANTIL


Conforme podemos verificar em pesquisas científicas e nas diversas reportagens sobre o tema da obesidade, a vida agitada e urbana somado ao aumento da oferta de alimentos e do tamanho das porções somado ao sedentarismo, que está sendo estimulado cada vez mais por facilidades como vidros elétricos nos automóveis, escadas rolantes, controles remotos, entre outras, fazem com que o ganho de peso vá ocorrendo gradualmente.

Em outras épocas da história, o sobrepeso já foi valorizado. Ganhar peso e acumular gordura já foi sinal de saúde. Hoje em dia, sabemos que a obesidade não está associada nem a saúde e nem a prosperidade. Muito pelo contrário, a correlação entre a obesidade, complicações orgânicas e mortalidade deu ao obeso o status de doente e à obesidade, o de doença que necessita de tratamento.

No entanto, a sociedade que oferece promessas de realização pessoal e satisfação, a partir da praticidade e comodismo, também cobra um perfil da pessoa, esbelta, atualizada e com habilidades cognitivas e emocionais para enfrentar os desafios do dia-a-dia. Neste contexto,a obesidade pode ser entendida como sintoma social, reflexo das contradições que são impostas na formação do sujeito.

O obeso sofre discriminações tanto em sua vida profissional, como em sua vida afetiva. Isto porque a sociedade os responsabiliza pela obesidade, fazendo com que eles próprios se culpem por isso. Sendo assim, muito maior do que o peso que carregam pela gordura, é o peso da culpa que carregam em suas consciências. 

Depois de estabelecida a obesidade, o paciente passa a viver em função das dificuldades que o excesso de peso lhe traz. É neste momento que vários aspectos ligados à gordura passam a incomodar o obeso: sensação de vergonha, inferioridade, dificuldade de comunicação, identidade confusa, distorções da imagem corporal, dificuldade de expressar emoções, falta de iniciativa, baixa tolerância à frustração, depressão, etc.
Os Transtornos Alimentares sempre têm um fundo emocional e, por isso, sua recuperação está no equilíbrio psicológico e no aprender a lidar com a ansiedade. É fácil, percebermos esta relação quando estamos preocupados ou tensos com alguma situação, geralmente, isto acarreta ou uma ausência de apetite ou, o oposto, a compulsão alimentar.

O atendimento psicológico pode oferecer espaço para o sofrimento psíquico provocado tanto pelos fatores estressantes da vida, quanto as consequências dos distúrbios alimentares.

As  crianças obesas diferenciam-se dos adultos obesos por estarem numa fase de formação do seu corpo e da sua personalidade. São elas alvo de “chacotas dos colegas, não conseguem acompanhar outras crianças nas brincadeiras que exigem esforço físico e é o grupo vulnerável às propagandas de alimentos. A abordagem e o entendimento da obesidade infantil requerem cuidados especiais e conhecimentos profundos, pois intervenções deitas de forma inadequada podem trazer prejuízos irreparáveis  à saúde das crianças, do ponto de vista do seu crescimento, desenvolvimento e estado psicológico. (RODRIGUES, 2004)

O tratamento da obesidade deve incluir modificações gerais na postura familiar e da criança, relacionados aos hábitos alimentares. Deve-se levar em conta a criança, sua idade, a participação da família e de uma equipe multiprofissional. Nas adolescência, o tratamento em grupo favorece a socialização, a solidariedade e ajuda  a atenuar o fracasso.(Fisberg, 2004)


Bibliografia:
FISBERG,M.,RODRIGUES, T., Obesidade Infantil. Revista Qualidade em Alimentação, Saão Paulo, V.1,No.1, p. 6-9, 2004

RODRIGUES,L. Obesidade Infantil. In: ACCIOLY,E., SAUNDERS,C., LACERDA,E.M.,   Nutrição em obstetrícia e pediatria. Rio de Janeiro: Clutura Médica,p.449-489, 2004

Última Atualização ( 21 de agosto de 2008 )

 

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