Os exercícios trazem benefícios para o corpo e a mente em todas as idades.
A pessoa pratica exercício regularmente tem um corpo mais saudável, um sono mais sereno e maior disposição no decorrer do dia – tanto física quanto espiritual. Os músculos e os ossos ficam mais fortes, o organismo fica mais protegido de problemas crônicos como diabetes, colesterol alto e pressão alta, e até mesmo as emoções se compensam, em virtude da liberação em nosso organismo de substâncias que regulam o humor e a sensação de bem - estar. Afinal, estar vivo é estar em movimento – desde o nascimento até a idade avançada. E manter- se em movimento é um desafio que dá muito prazer em uma sociedade que cada vez mais troca pernas e braços por automóveis e equipamentos eletrônicos. Da brincadeira infantil aos exercícios orientados nas academias, existem atividades físicas para todos os corpos, gostos, bolsos e personalidades – caminhar na rua até a panificadora em vez de pegar o carro já é um excelente exercício e de graça. O importante é buscar algo de que se goste e fazê-lo sempre com satisfação. “Exercícios podem ser indicados em qualquer fase da vida”. Nunca abusar do corpo, respeitar o próprio ritmo e sempre procurar orientação profissional em caso de dúvidas. Demasia pode causar dores e até lesões mais sérias. “Toda atividade física bem-feita é favorável para a saúde”. Além disso, há outros aspectos positivos associados à atividade física; na infância, jogos em grupo estimulam a socialização; na vida adulta o exercício ajuda a lidar melhor com as cobranças e tensões; e na maturidade o movimento permite uma qualidade de vida melhor, com muito mais autonomia. E, para quem sempre encontra um pretexto para não se matricular na academia ou adia o início do exercício sempre para as próximas segundas – feiras, o médico deixa a dica: comece aos poucos e insere os exercícios em sua rotina. Troque o elevador de casa ou do escritório pelas escadas, deixe o carro na garagem para ir até o supermercado, chame seu filho para brincar ou jogar bola no quintal ou na quadra do prédio, leve o cachorro para passear, alongue o corpo no fim do dia deitado sob o guarda – sol. Aos sábados, vá até o parque mais próximo dar uma volta. Ande um quarteirão a mais a cada semana. “O exercício tem de fazer parte do cotidiano de modo positivo. Se eu me movimentar hoje, vou chegar em casa bem. Vou chegar melhor do que se não tivesse me movimentando. E, se eu repetir isso, a chance de não ter nenhum problema crônico em 20 anos aumenta bastante”.
A infância é propícia para jogar bola, ir ao parque com os pais, andar de bicicleta e brincar...Exercícios na infância
Na meninice, a demanda do corpo por movimento é extraordinário – e quanto mais estimulado, mais ele fará. É o período das brincadeiras, dos jogos, em que o lúdico se une ao movimento do corpo, sem cobranças, regras ou exigências. Resistência, força, desenvolvimento motor, equilíbrio e flexibilidade virão junto com a liberdade de movimento. “A infância está ligada à brincadeira e à curiosidade. Não pode existir uma exigência em termos de exercício. A infância é o terreno onde se prepara um adulto mais ativo”, Os primeiros anos de vida são favoráveis para jogar bola em casa, ir ao parque com a família, correr, andar de bicicleta. “Isso é muito importante porque o ponto de referência das crianças são os pais – eles é que podem restringir ou estimular o movimento. Se os pais são ativos, as crianças tendem a se interessar mais”. Outro ponto importante é a socialização. Quando uma criança brinca ou joga em grupo, ela divide funções e espaços. Quando nada, perde o medo da água e se diverte com outros amigos. Mas, quando chega a idade de começar as matrículas nas escolinhas, de futebol, tênis ou outros esportes, por volta dos 6 ou 7 anos, é ressaltante manter o bom senso e não sobrecarregá–la. “O importante é quanto tempo o exercício vai exigir na vida da criança – se ela começa a ter a obrigação de ir, pode ficar sobrecarregada. Tem coisas que na própria escola ela já faz”. O aviso tem um motivo bem claro. “Temos visto um aumento no número de lesões em crianças por excesso de esporte. Lesões nos joelhos, nos ombros e nos tornozelos podem ocorrer em crianças que estão sobrecarregadas”.
A necessidade de maior força física implica em mais treinamento e, conseqüentemente, maior esforço para as articulações, deixando as mesmas mais propensas às lesões. Esses traumas podem ser apenas de ligamentos, ou até mesmo fraturas e deslocamentos dramáticos da articulação.
A prática esportiva fortalece o organismo e mantém as condições de vida saudável. Porém, para ter certeza que o exercício só trará benefício, é preciso ter em mente as principais precauções a serem tomadas, a fim de não ocorrerem lesões antes ou durante a prática do exercício.
Sugestões
- Procurar informações com o pediatra;
- Fazer no mínimo um eletrocardiograma por ano;
- Até os 12 anos fazer um “aprendizado dos esportes”, para a criança escolher o esporte que quer praticar. Não a force fazer o que não tem vontade;
- Buscar um médico capacitado caso a criança sinta qualquer anormalidade ao fazer esporte;
- Fazer exames completos, caso participe de competição;
- Não abusar nos treinamento e exigências. Muitos desistiram de carreiras esperançosas na primeira oportunidade;
- Escolher o material esportivo adequado de sua preferência;
- Antes de iniciar qualquer atividade física, procure um especialista;
- Ao primeiro sinal de dor, pare o exercício;
- Não aumente a carga no treino sem a orientação de um profissional.
A falta de atividade física na infância pode causar:
- Obesidade
- Sedentarismo
- Problemas no desenvolvimento afetivo-social
- Falta de auto-estima
- Stress
- Dificuldade de criação
- Prejuízo na coordenação motora
Exercícios na juventude
Com a modificação dos interesses, uma vida social mais viva e as demandas crescentes da escola, a adolescência é um período no qual a atividade física tende a diminuir. Por mais que a criança goste de se movimentar, quando se torna jovem, passa a lidar com outros estímulos e obrigações. A proposta, então, é atrelar atividade física a programas sociais, mantendo a atratividade. “No fim de semana, eles podem fazer uma caminhada em uma trilha; no outro, nadar; no outro, sair para pedalar – tudo em grupo, com família ou amigos”, É importante também dialogar com o adolescente para ver suas inclinações e gostos – é a fase para começar a entender as regras dos esportes e, caso seja apropriado, competir. “O importante é conservar a motivação, seja estimulando um pouco a competição, seja propondo momentos agradáveis. Também não é o momento de sobrecarregar nem atrapalhar a atividade social do adolescente”. Os especialistas esclarecem que a musculação na academia pode ser admitida a partir dos 15 anos, mas deve ser feita em grupos da mesma faixa etária, e com uma orientação especial para a idade, explorando a flexibilidade, a força e a capacidade cardiorrespiratória – eles não podem fazer as mesmas séries que os adultos, por exemplo, porque ainda não estão com toda a musculatura desenvolvida da mesma maneira.
Fazer alguma atividade física neste momento ajuda o adolescente a enfrentar melhor estes efeitos psicossociais de uma fase de transição, pois o garoto ou garota gastando energia no esporte tende a ficar mais equilibrado. O esporte, também ajuda na socialização, que é muito importante para o adolescente, já que aumenta a auto-estima e serve como elo de integração, num momento onde ele procura se juntar a um grupo da mesma idade que a dele. A prática desportiva também auxilia a afastar o jovem de possíveis vícios, como o álcool, o tabaco e as drogas, visto que ele não conseguirá manter uma freqüência caso se envolva com isso. Também ajuda a equilibrar o peso do corpo, aumentando a massa magra e reduzindo o nível de gorduras, pois devido ao crescimento muscular e ósseo, nesta fase os adolescentes costumam comer muito, o que poderia levar à obesidade, sem uma queima constante de calorias.
Exercício para adultos
Com as energias voltadas para a profissão, o trabalho e a família, os adultos precisam usar o exercício como complemento na rotina. Nessa etapa, segundo especialistas, há muito de dois extremos: ou as pessoas são inativas ou obcecadas pela boa forma física. “É importante procurar uma atividade esportiva para, no mínimo, relaxar”. A rotina de trabalho das pessoas exige demais do corpo e da mente – ficar sentado por 10 horas no escritório estimula demais alguns músculos e inativa outros. Quem não tem nenhum hábito de se exercitar pode dar início, por exemplo, com o programa de contagem de passos com pedômetro – ele é colocado no corpo pela manhã, como um aparelho de mp3, e desligado apenas à noite. O objetivo é saber quantos passos a pessoa deu no dia. “O ideal é dar 10 mil passos por dia.
Para os adultos, a atividade física deve ser um bom complemento à rotina. Deve servir ao menos para relaxar “Pode-se, com isso, criar uma meta dentro da própria rotina”. Nessa faixa etária as lesões por excessos são muito comuns. A pessoa trabalha dez horas por dia e treina outras três. “O gasto é tamanho que o corpo não consegue relaxar e voltar ao normal”. Por isso, é importante buscar um conhecedor do assunto antes de aumentar a carga de treino, dobrar quilômetro da corrida ou nadar mais mil metros. Atividade física é benéfica, mas nada em exagero é benéfico.
É simples, divertido, grátis, e potencialmente qualquer um pode fazer… caminhar ligeiramente, andar de bicicleta e dançar são apenas alguns modos de ser fisicamente ativo. Você pode se movimentar na escola, em casa ou no trabalho. Use as escadas ao invés do elevador (pelo menos para descer!). Faça exercícios simples de alongamento enquanto assentado em sua mesa de trabalho, em pé no seu local de trabalho, ou ao falar ao telefone. Caminhe, corra ou vá de bicicleta para lugares onde você poderia ter ido de carro ou de ônibus.
Muitas das atividades que você pode fazer em casa são bastante úteis: lave as janelas, pinte as paredes, varra a casa ou passe o aspirador de pó, limpe o jardim ou corte a grama, caminhe com o cachorro. Você pode fazer atividades físicas até mesmo enquanto assiste televisão: pule corda, faça step, pedale uma bicicleta ergométrica, caminhe na esteira. Ou simplesmente dance! Sua meta deverá a de ser ativo diariamente pelo menos durante 30 minutos. Procure mais informações e aconselhamento em sua vizinhança, centros comunitários, hospitais ou centros de saúde, ginásios ou playgrounds.
Pesquisa multidisciplinar realizada na Universidade de São Paulo (USP) constatou que a prática regular de atividade física foi mais eficiente para melhorar a qualidade de vida de mulheres na menopausa do que o tratamento com reposição hormonal, combatendo os sintomas típicos do período, como indisposição, fadiga, irritação, insônia, dores no corpo e ondas de calor. O trabalho, que envolveu as Faculdades de Educação e de Medicina, acompanhou 44 mulheres entre 45 e 58 anos. Exercício na maturidade
Com o amadurecimento, torna-se muito importante ganhar força muscular, para combater o declínio funcional natural que acontece com o passar dos anos. “A musculatura fica mais fraca e as respostas já não são tão adequadas. Entretanto, se você estimulá-los, isso vai ser satisfatório para manter-se bem e saudável”. Musculação é fundamental nessa faixa etária, para manter os músculos fortes e estimular os ossos, mas precisa ser ajustada à capacidade de cada pessoa e acompanhada por profissionais habilitados. “Em idades mais adiantadas, é preciso evitar as quedas, manter os passos e o equilíbrio. Se a pessoa faz exercício, mantem a autonomia e aumenta autoestima”. Além disso, os exercícios ajudam a prevenir e controlar problemas como pressão alta, diabetes e colesterol alto.
Recomendações para exercícios em idosos:
- Realizar exercício apenas quando tiver bem estar físico
- Utilizar roupas e calçados apropriados
- Evitar fumo e o uso de sedativos
- Não exercitar em jejum. Usar carboidratos complexos antes do exercício
- Respeitar os limites pessoais, interrompendo se houver dor ou desconforto
- Evitar extremos de temperatura e umidade.
- Iniciar a atividade lenta e gradativamente para permitir adaptação.
- Hidratação apropriada antes, durante e após o exercício.
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