CONCEITO
O termo transgênico significa a transferência de genes de um organismo para outro, produzindo uma nova substância.
A técnica que permite tal procedimento chama-se engenharia genética ou tecnologia do DNA recombinante.

Organismos geneticamente modificados (OGM) são plantas, animais ou microorganismos que sofrem alteração genética através da técnica do DNA recombinante.
Os OGM podem ou não ser transgênicos.
Quando o organismo recebe genes de outros da própria espécie, ele é considerado geneticamente modificado; quando a transferência de genes é entre espécies diferentes, além de geneticamente modificados, são também transgênicos.
NOÇÕES SOBRE A PRODUÇÃO DE OGM
Os genes são unidades do DNA (ácido desoxirribonucléico), que se encontra no núcleo das células e é responsável pela transmissão das diversas características aos descendentes.
Para se chegar ao OGM é necessário: identificação do gene que possui a característica desejada; multiplicação desse gene; modificação do gene; preparação do organismo receptor; seleção, regeneração da planta e fixação da característica desejada.
VANTAGENS
A biotecnologia abrange várias técnicas que utilizam o DNA recombinante para gerar produtos ou serviços.
Dessa forma, a biotecnologia proporciona avanço na produção de alimentos e uma intervenção específica nos problemas nutricionais mundiais.
Universidades na Suíça e Alemanha estão testando um tipo de arroz modificado, que ao tornar-se rico em carotenóides, pode ajudar a combater a deficiência de vitamina A.
No Canadá e EUA produz-se óleo de soja com alto teor de ácido oléico, tipo de gordura vegetal mais saudável para o organismo.
No Brasil, a Embrapa é responsável por vários avanços tecnológicos como: milho com maior teor de metionina (melhora nutricional); variedades de feijão que resistem às pragas e herbicidas; mamão resistente ao vírus que provoca uma doença chamada mancha anelar.
Um dos efeitos adversos mais temidos é a possibilidade dos indivíduos adquirirem resistência a antibióticos, sofrerem reações alérgicas e serem vítimas da toxicidade dos produtos. Outro tipo de preocupação seria o impacto ambiental que os OGM poderiam causar.
Existe o receio de que genes com características de resistência a antibióticos, presentes em algum alimento modificado, possam ser transferidos para microorganismos do trato intestinal em homens e animais. É pouco provável que esses genes sejam transferidos, uma vez que demandaria uma conjunção de eventos extremamente rara.
O método de engenharia genética permite a transferência precisa de um único gene para a espécie receptora e dessa forma é capaz de evitar eventuais episódios de alergia.
Existe uma metodologia para testar em OGM substâncias de importância nutricional, antinutricional e toxicológica.
Os protocolos para a verificação da toxicidade dos alimentos produzidos por biotecnologia não diferem daqueles usados para analisar a segurança de qualquer produto.
A maioria das plantas geneticamente modificadas que já existem, tem características agronômicas melhoradas ou reprodução facilitada. Os animais por sua vez, apresentam maior crescimento ou novas enzimas que aumentam sua eficiência alimentar.
Existe, entretanto expectativa para outras possibilidades como:
redução dos níveis de toxinas naturalmente encontradas em vegetais
culturas com menos pesticidas
frutos mais resistentes à fungos
alimentos com altos teores de antioxidantes
alimentos com melhor qualidade nutricional
Alguns exemplos de alimentos que se beneficiariam com a modificação genética:
Abacaxi: aumento no teor de açúcares
Ameixa, mamão, melão, morango, pêra: amadurecimento retardado
Alface: menos deterioração pós-colheita
Arroz: maior teor de amido e melhoramento da proteína
Batata: maior teor de amido e maior resistência à doenças
Brócolis: maior tempo de vida útil
Café: redução no teor de cafeína
Girassol: melhor qualidade protéica
Maçã: aumento de carboidratos e alteração no amadurecimento
Mandioca: melhor composição nutricional
Tomate: alteração no perfil de açúcares, elevação na proporção de licopeno, aumento de enzimas antioxidantes
Trigo: melhor digestibilidade e melhor qualidade protéica
Uva: incremento de sabor
As expectativas atuais estão focadas na segunda geração de produtos geneticamente modificados como o aumento de ácido esteárico em óleos de milho e canola, que dispensa a hidrogenação química e consequentemente a formação de ácidos graxos trans.
Outra possibilidade muito valiosa, diz respeito à criação de variedades com maior tolerância a seca, salinidade do solo, frio ou calor, que permitam o cultivo de sementes em regiões adversas, de forma a suprir a demanda mundial por alimentos.
A população ainda tem muito receio em aceitar e consumir produtos geneticamente modificados e esse medo se deve porque o novo sempre assusta, pois, é um produto, ainda, desconhecido. Por isso, é natural que as pessoas tenham receio das coisas novas, entendemos também que a população ainda tenha dúvidas quanto à segurança desses produtos em virtude das campanhas que vêm sendo disseminadas pelos grupos que são contrários a tecnologia por razões ideológicas. Estas campanhas acabam servindo para prestar um des-serviço à sociedade uma vez que assustando as pessoas ao invés de educá-las.