Q! OSTEOPOROSE

Osteoporose: o que é?

A osteoporose é o aumento da porosidade dos ossos o qual leva a um enfraquecimento ósseo podendo acarretar alto risco de fraturas, mesmo em atividades rotineiras.

Desde a infância até a idade adulta o osso ganha resistência, porém aos 35 anos e, especialmente na idade avançada, o osso perde cálcio e com isso a sua força diminui progressivamente.

Apesar de sua aparência rigorosa e resistente, o osso é um tecido vivo que está em constante processo de formação e reabsorção. Este processo é chamado de remodelação óssea e é diferente em cada etapa da vida. O osso se reconstrói com mais intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro se inverte e a absorção de osso passa a ser maior que a formação.

O organismo está constantemente fazendo e desfazendo os ossos, sendo que os hormônios ajudam a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea, efetuando assim, sua renovação. Outro elemento fundamental para a saúde dos ossos é o Cálcio que é absorvido pela ingestão de alimentos.

Durante os primeiros anos após a menopausa, a mulher perde cerca de 1/3 do cálcio dos ossos, em conseqüência da perda de função dos ovários que deixam de produzir o hormônio feminino (estrogênio), que protege os ossos contra a osteoporose.

Quando a massa óssea e a quantidade de cálcio diminuem substancialmente, existe um enfraquecimento dos ossos que se tornam ocos, porosos e mais suscetíveis a fraturas. Esse acontecimento é chamado de osteoporose, uma doença muito freqüente na população feminina (cerca de sete milhões de mulheres brasileiras), principalmente, na terceira idade. A osteoporose masculina também é constatada em pacientes em idades mais avançadas.

As fraturas mais freqüentes ocasionadas pela doença acontecem na coluna vertebral, quadril e ossos do punho e ocorrem com mais freqüência no sexo feminino após 65 anos e no masculino após 75 anos.

A osteoporose avança vagarosamente e dificilmente apresenta sintomas. Por ser silenciosa, ela pode passar completamente despercebida se não forem realizados exames para diagnosticá-la.

Assim, na maioria das vezes a pessoa não toma conhecimento que tem osteoporose até que aconteça uma fratura. Porém há alguns sintomas:

  • Perda gradual de altura (achatamento das vértebras);

  • Dor nas costas;

  • Fraturas na espinha, nas munhecas e nas costelas.

A melhor alternativa para se evitar a osteoporose ainda é a prevenção. Algumas medidas preventivas podem ser tomadas ainda na juventude, como o consumo adequado de Cálcio (laticínios são as principais fontes) e a prática de exercícios regulares, principalmente aqueles que incluam levantamento de peso, de preferência com acompanhamento de um educador físico.

Osteoporose: fatores de riscos

Os fatores de riscos que podem facilitar o aparecimento da osteoporose são:

  • Idade avançada em ambos os sexos;

  • Menopausa precoce (antes dos 45 anos);

  • Composição corporal magra;

  • Doenças crônicas que tenham acometido jovens dos 10 aos 18 anos, em fase essencial para aquisição de massa óssea;

  • Presença de deficiência nutricional de cálcio, vitamina D, C ou de alimentos em geral (desnutrição ou problemas de absorção); ou consumo excessivo de fibras insolúveis, proteína animal, fosfatos, cafeína, sal açúcar, álcool, vitaminas E e A;

  • Ausência de reposição hormonal após a menopausa;

  • Baixos níveis de testosterona (hormônio masculino)

  • Tabagismo (uso de cigarro);

  • Sedentarismo (não fazer exercícios);

  • Doença genética;

  • Doenças da tireóide (hipertireoidismo) e paratireóide (hiperparatireoidismo);

  • Uso prolongado de corticóide (cortisona);

  • Problemas de estômago e intestino ou cirurgias.

O conhecimento destes fatores é essencial para a prevenção da osteoporose.

FATORES DE RISCO PRA OSTEOPOROSE:

Osteoporose: como é feito o diagnóstico

A densitometria óssea é o exame que fornece mais elementos para o diagnóstico e o acompanhamento de qualquer terapêutica. Todavia, além do diagnóstico da doença por meio da densitometria, é importante encontrar suas causas.

Este exame é rápido, suave e não requer nenhum preparo. A duração do exame é de 10 a 30 minutos, em média. Ele possibilita verificar a quantidade de massa óssea e confirmar se, naquela ocasião, a pessoa apresenta uma massa óssea normal, osteopenia ou se já tem osteoporose. Por osteopenia entende-se uma massa óssea reduzida, que pode evoluir para osteoporose.

Osteoporose: prevenção e tratamento

O melhor tratamento para a osteoporose é a prevenção, que deve começar ainda na infância, estimulando a prática esportiva e uma aliimentação rica em cálcio.

  1. – Dieta

A alimentação é um aliado forte no combate a osteoporose. Uma pesquisa mostrou que o brasileiro tem deficiências alimentares em cálcio e vitamina D, pois enquanto a recomendação de ingestão diária para adultos é de 800 a 1.000mg de cálcio, os brasileiros consomem, em média, 400mg.

Uma dieta rica em cálcio no adulto irá diminuir a perda de cálcio dos ossos.

Ingestão diária para evitar osteoporose:

[endif]--Diversos alimentos contêm cálcio, mas as principais fontes são os laticínios (leite, queijo, iogurte, etc.). ![endif]--

300mg de cálcio equivalem aproximadamente à:

Quantidade de Cálcio por 100 g ou 1 xícara dos alimentos abaixo:

– Sol e Vitamina D

A vitamina D é outro elemento benéfico para se ter os ossos saudáveis, pois ela é responsável pela boa absorção de cálcio. Não é preciso ir longe para encontrá-la. Os brasileiros são privilegiados, pois tem a fonte gratuita, que é o sol, o qual é responsável por estimular a produção de quase toda vitamina D que necessitam.

A exposição ao sol (sem protetor solar), no inicio da manhã, antes das 9h ou após as 16h, durante 10 a 15 minutos é suficiente para formar a vitamina D, pois na pele é que se produz esta vitamina, que tem como papel transportar o cálcio dos alimentos para o osso, e com isso os ossos ficam mais fortes.

Não é necessário ir à praia ou à piscina. A exposição de braços e pernas já é suficiente. O restante pode vir do consumo de alimentos ricos em vitamina D, como óleos, alguns peixes (salmão, arengue, sardinha), gema de ovo, amêndoas e nozes. A suplementação de cálcio e vitamina D é necessária quando a pessoa não consegue ingerir a quantidade adequada ou tem doenças que afetam os ossos.