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Os caminhos para envelhecer bem

January 31, 2017

 

 No princípio do século 20, na Europa desenvolvida, a expectativa de vida ao nascer andava ao redor dos 40 anos. Naquela época, quem alcançasse essa idade possivelmente estariam se aproximando do fim de suas existências. Agora, aos 40 anos, eles são considerados novos.

A expectativa de vida praticamente duplicou nessas nações no transcorrer do século 20, mas acarretou uma série de problemas socioeconômicos. São muitos os que chegam aos 70, 80 anos com qualidade de vida muito boa, mas aposentados desde os 50 anos, obrigando a Previdência Social a sustenta-lo por um tempo que não havia sido previsto.

Falecer mais tarde criou ainda dificuldades no relacionamento familiar, principalmente no que se refere a como lidar com parentes de idade mais avançada. Hoje em dia, difícil a família que não tem alguma pessoa com 70, 80 anos em condições físicas e mentais nem sempre íntegras.

No entanto, não são poucas as pessoas que envelhecem e chegam aos 80 em plena atividade sem passar pelo processo de decrepitude física e intelectual que tanto nos espanta.

 

Atividade física ajuda a impedir problemas no sistema musculoesquelético. O ideal é que ela inicie na infância

O estereótipo do idoso repleto de dores no corpo, com limitação de movimentos e vitimado por quedas, remete visivelmente aos problemas ocasionados pela carência de cuidados com o sistema musculoesquelético durante as etapas prévias da vida. Ossos, músculos, articulações, cartilagens, tendões e ligamentos começam a se corroer a partir dos 30 anos de idade. Uma nutrição equilibrada é capital para a boa saúde dessas estruturas. Porém mantê-las em movimento através de atividade física é essencial para adiar a degeneração e amortizar os riscos de osteoartrose e osteoporose, enfermidades cuja incidência se eleva admiravelmente com o envelhecimento.

A osteoartrose é instigada pelo dano das cartilagens, que funcionam como um colchão que evita o fricção entre as terminações ósseas. Com a degeneração natural do envelhecimento, elas tornam-se mais finas e enrijecidas, perdendo a função amortecedora. O contato de osso com osso pode provocar dores e, em determinados casos, deformidades.

Quadris, joelhos e a coluna vertebral são as articulações mais afetadas pela osteoartrose, que tem origem genética, é degenerativa e está presente na metade da população com mais de 60 anos. Não é possível preveni-la, mas mexer as articulações estimula a circulação do líquido sinovial que engraxa as cartilagens, colaborando para adiar a instalação da moléstia.

Dicas sobre atividades físicas na terceira idade

O avançar da idade também diminui a produção de massa óssea. Os ossos tornam-se mais frágeis e porosos, levando à osteoporose, enfermidade que atinge especialmente mulheres depois da menopausa. Esse problema afeta cerca de um terço das mulheres na faixa entre 60 e 70 anos e dois terços daquelas acima dos 80 anos.

A osteoporose pode acarretar fraturas espontâneas e, por conseguinte, a quedas, que atualmente respondem por 70% das mortes acidentais de idosos. Atividades físicas que gerem ganho de massa óssea auxiliam na prevenção da doença e ainda a promover a reversão parcial em quadros já instalados.

Para chegar aos 60 anos sem as implicações de um sistema musculoesquelético descuidado, a atividade física precisa ser incorporada ao costume ainda na infância e conservada ao longo da vida.

Caminhadas cotidianas durante o dia, alongamento e trabalho assistido de fortalecimento muscular são satisfatórios para garantir bem-estar e disposição. Apesar disso, até uma simples caminhada solicita cuidados. Procurar orientação é recomendável, seja para determinar o melhor  tipo de trajeto, a postura correta ou o movimento mais apropriado e com maior potencial de eficácia para cada pessoa. ​

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