Sal


O sal sempre acompanhou o desenvolvimento da humanidade e durante muito tempo foi considerado um precioso condimento para preservação de alimentos. São inúmeros os registros da importância do sal ao longo de toda a história, sendo muitas vezes referenciado como ouro branco. A tal ponto chegava sua importância, que foi até mesmo usado por gregos e romanos como moeda em suas operações de compra e venda, sendo esta a origem da palavra "salário". Por este motivo as explorações de sal chegaram a ter valor estratégico, inclusive tendo sido criadas vilas fortificadas para defender as regiões produtoras do mesmo.

Por muitos séculos o sal foi considerado artigo de luxo e só os mais abastados tinham acesso a tal produto. A ordem de importância dos comensais em um banquete era indicada em relação à distância do saleiro: quanto mais próximos dele, mais ilustres os convidados. Hoje a cotação do sal está em queda porque ele pode trazer problemas como a hipertensão e catarata quando consumido em excesso. E provavelmente consumimos o dobro da de sal quantidade máxima recomendada de sal por dia. Portanto convém reduzir o sal o sal refinado da dieta. Os próprios alimentos já são fontes naturais de sal e o ser humano não precisa complementar na dieta. “Muitos nefrologistas recomendam substituir o sal comum pelo sal light”.

Historicamente a exploração de sal se realizava em salinas das zonas costeiras e dos mananciais de água salgada (que atravessam depósitos de sal no subsolo). Mais modernamente, os depósitos subterrâneos passaram a ser explorados através de minas, com isto as salinas de manancial foram perdendo importância e sendo abandonadas durante o século XX. Existem também enormes quantidades de cloreto de sódio em antigos mares ou lagos salgados que sofreram evaporação. Um exemplo disso é o Salar de Uyuni, na Bolívia, uma imensa planície branca devido ao sal cristalizado, e que foi um dia o fundo de um mar que secou.

O sal é composto de sódio ( 40%) e cloro ( 60%) na formula NaCl.

- Sódio ( Na): atua no equilíbrio de água do corpo, na entrada e saída de substancias das células e na transmissão de impulsos nervosos ( permite o funcionamento do cérebro e o controle de nossas funções essenciais).

- Cloro: atua como ativador das enzimas e é fundamental para o processo digestivo. No estomago, é a base para o suco gástrico, que ajuda digerir os alimentos.No intestino é importante para a absorção da glicose e para o transporte de várias substancias. Também aumenta a capacidade do sangue transportar gás carbônico das células para o pulmão.

Principais tipos de sal

Existem dois tipos básicos de sal: o marinho e o de rocha (sal-gema). O sal marinho é extraído pela evaporação da água do mar e o de rocha é retirado de minas subterrâneas resultantes de lagos e mares antigos que secaram. Do ponto de vista químico não há nada de especial para um tipo de sal ser mais caro que outros. Em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é abundante na natureza. Já na forma física existem diferenças, principalmente na granulação. Em alguns casos, são adicionadas substâncias ou temperos ao sal para uso culinário. Conheça cada um deles:

Sal de cozinha, de mesa ou refinado

É o mais comum e o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve ser acrescido de iodo para se evitar o bócio. As vezes também com selênio magnésio e zinco.

Sal marinho

Há diversos tipos de sal marinho, dependendo de sua procedência, e a cor de seus cristais pode variar. Bastante usado na cozinha macrobiótica, pode ser colocado num moedor e moído na hora.

Sal grosso

Produto não refinado apresentado na forma que sai da salina. Em culinária é usado em churrasco, assados de forno (confira a receita do Vermelho no Sal Grosso abaixo) e peixes curtidos.

Sal light

É um produto com reduzido teor de sódio, fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Ideal para pessoas com dietas restritivas ao sal.

Sal kosher

Sal com cristais grossos e irregulares podendo ser extraído de mina ou do mar, desde que sob supervisão de rabinos. Como sua granulação é mais grossa, é preferido pelos chefes de cozinha, pois adere com maior facilidade à superfície de carnes.

Sal de Guérande

Considerado o melhor do mundo, esse sal tem produção artesanal. Extraído na cidade de Guérande, região da Bretanha, França, é um condimento caro. A versão especial desse sal é a chamada "fleur du sel", ainda mais rara.

Sal defumado

Tem sabor e aroma peculiares que dão toque especial às preparações.

Sal de aipo

Sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moído. É utilizado para dar sabor aos grelhados de peixe ou de carnes e em caldos e consommés. Pode ser usado para temperar o suco de tomate e outros coquetéis de legumes.

Gersal

É muito utilizado na cozinha macrobiótica. Trata-se do sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas

Consumo de sal

O sal de cozinha é composto por 40% de sódio e 60% de cloreto. A necessidade do organismo de sódio por dia é de 500mg (cerca de 1g de cloreto de sódio), quantidade facilmente obtida sem que haja necessidade de adição de sal no preparo dos alimentos. A quantidade de sódio recomendada para uma alimentação saudável ficou estabelecida em 100mEq ou 2400mg de sódio, ou seja, 6g de sal por dia, o que equivale a 4 colheres de café rasas (4g) e 2g de sal presente nos alimentos naturais – reduzindo o sal adicionado nos alimentos, evitando saleiro a mesa e alimentos industrializados

Devido a alta oferta de alimentos industrializado que temos hoje, o consumo de sal e sódio pela população vem aumentando. O sódio, quando consumido em excesso pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos e aumente de volume, podendo levar ao aumento da pressão sangüínea e causar a hipertensão, responsável por infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O consumo excessivo de sal pode também afetar os rins.

INCHAÇO: A influencia do sal na pressão arterial está na propriedade desta substancia: precisa estar dissolvida em água para agir. Ou seja, quanto mais sal a pessoa coloca no organismo, mais líquido necessita para dissolvê-lo, sobrecarregando o sistema circulatório. Como o consumo exagerado de sal ocorre todos os dias, a tendência seria a pessoa inchar de modo indefinido. Mas o organismo possui um mecanismo eliminar o excesso de sal e junto dele, o excesso de água. O órgão envolvido nesse processo é o rim. O rim é responsável por um dos equilíbrios mais perfeito do corpo humano. Ele faz, principalmente a noite, uma limpeza e elimina o sódio que a pessoa come a mais. Por isso a pessoa desperta mais sequinha e com o corpo equilibrado. O equilíbrio se desfaz porem, para os que têm problemas renais. Aí o órgão fica sobrecarregado, a pessoa acumula mais líquido e pode chegar até a insuficiência renal.

EXERCÍCIOS: Para a pessoa que corre acumular líquido em excesso significa carregar um peso desnecessário e sobrecarregar o corpo durante o exercício. Armazenar líquido poderia evitar a desidratação, porem isso não ocorre, a água que retém está comprometida com o sal e não dispensa que se tome mais água. A redução do sal trará mais benefícios para o seu corpo e desempenho. No entanto, quem vai correr uma prova de longa distancia ( mais de uma hora de duração) e não consome sal em excesso não pode eliminá-lo de sua alimentação e da prova, corre o risco de ter uma hiponatremia – falta de sódio no sangue – durante a corrida. Isto provoca tontura, desmaio, fadiga, náusea e desorientação. Um dos grandes problemas do sal é a quantidade que ingerimos sem nos dar conta, como em produtos industrializados. É importante ler os rótulos dos alimentos para ver a quantidade de sódio que existe em cada porção e assim controlar os níveis de sal.

Sempre que possível evite colocar sal nos alimentos. Prefira o sal light.

Segue abaixo algumas tabelas com as quantidades de sódio de alguns produtos:

ISOTÔNICOS E SÓDIO: Como o isotônico contém sódio, seu consumo deve ser feito em atividades físicas intensas. Antes disso, você poderá sobrecarregar os seus rins. Os pais devem ficar atentos com as crianças. Elas não precisam de tanto sódio e não devem tomar isotônicos.

Cuidado! A pessoa alta e baixa apresenta os mesmos sintomas- zumbido no ouvido, dor de cabeça e vê estrelinhas. Para não errar: esqueça o sal e deite para que o sangue volte ao cérebro.

Alternativas para substituir o sal

Hoje em dia no mercado encontramos o “sal light”, uma alternativa para substituir o sal comum, contendo cloreto de potássio e menos cloreto de sódio (30 a 50%). Este tipo de sal é útil para a redução da ingestão de sódio e aumento a ingestão de potássio. Mas tome cuidado! É importante que você consulte seu médico ou nutricionista antes de consumir este alimento.

Dicas para reduzir a quantidade de sal dos alimentos:

- utilizar alimentos com sabores ácidos. Nos peixes grelhados podemos utilizar o suco de limão ou laranja para dar um sabor especial aos grelhados

- variar o tempero de saladas utilizando azeite aromatizado com ervas

- utilizar os temperos naturais para realçar o sabor das receitas. Veja abaixo o quadro com as indicações do uso culinário de algumas ervas e temperos.

- adicionar sal após os alimentos estarem totalmente cozidos

- variar as saladas acrescentando pedaços de frutas como kiwi, manga, abacaxi, carambola. Pode-se também usar frutas e sementes secas (uva passa, semente de abóbora, semente de girassol, etc) ou oleaginosas (amêndoas, avelãs, nozes, castanhas)

Ao comprar os alimentos fique sempre atento aos rótulos para adquirir os produtos com menores percentuais de valor diário (VD%) para sódio. Esse valor refere-se à quantidade percentual de sódio contido naquele produto em relação à quantidade máxima de sódio que um indivíduo adulto deve consumir, ou seja, 2400mg.

É importante entender o que os termos nos rótulos dos produtos indicam:

- Baixo teor de sódio: quantidades maiores ou iguais a 140mg de sódio/100g do produto

- Muito baixo teor de sal: quantidades maiores ou iguais a 35mg de sódio/100g do produto

- Não contém sal: quantidades maiores ou iguais a 5mg de sódio/100g do produto

Como evitar o consumo excessivo de sal

Além de não exagerar no sal no preparo dos alimentos, é preciso cuidado com os alimentos industrializados (até os doces, balas, bolos e biscoitos) que incluem esse tempero de forma camuflada. O melhor é conferir a composição na embalagem e preferir alimentos e temperos naturais.

Perguntas e respostas para reforçar

1 - Qual a valor do sal para a saúde? O sal está diretamente ligado ao volume de fluidos fora das células. Tudo que modifica a quantidade de sal afeta a retenção de líqüidos no corpo. Ele auxilia a regular as passagens de líqüido e de substâncias pela membrana das células, conservando a pressão osmótica delas. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos. 2 - Sódio e sal quer dizer o mesmo? Não. 6 g de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Fique vigilante na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles tra