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Orientações de dieta e exercício físico para pacientes com diabetes tipo 2

October 15, 2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Diabetes é uma enfermidade metabólica que tem por característica fundamental o aumento anormal do açúcar (glicose) no sangue. A glicose nada mais é do que umas das principais fontes de energia do organismo, mas quando em excesso, pode ocasionar complicações e moléstias à saúde humana.

 

  A doença ocasionada pelo excesso de glicose no sangue é conhecida como Diabete Mellitus. Uma doença crônica que está afetando a população de forma cada vez mais crescente, tornando-se um sério problema de Saúde Pública mundial, que se não tratada e controlada de forma eficaz pode ocasionar em sérias moléstias como infarto do coração, problemas renais, dificuldade na cicatrização de ferimentos dentre outras.

    No Brasil, o Diabetes Mellitus está sendo reconhecido hoje em dia como um importante problema de saúde pública. Nos países desenvolvidos e também em alguns dos que estão em desenvolvimento, o DM tem ocupado um percentual de 30 a 40% das causas de morbidade entre pessoas adultas. Realmente é um dado preocupante e que solicita a interferência do sistema de saúde do país.

 

   Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, a população de doentes diabéticos no mundo vai majorar cada mais. Até 2025 a calcula-se que aumente em mais de 50%, passando para o aterrorizante número de 380 milhões de pessoas a padecerem com os problemas desta doença crônica.

 

  Têm dois tipos de Diabetes Mellitus: tipo I e tipo II. A que mais afeta a população no mundo todo e alvo deste trabalho é o DM do tipo II, que além de todos os problemas provocados pela própria doença em si, normalmente é seguida pelo agravante da obesidade.

 

  A dieta mais recomendada para o diabético precisa conter carboidratos de frutas, vegetais, grãos integrais e legumes. As hortaliças (alface, escarola, repolho, acelga, agrião, espinafre, rúcula, almeirão, couve, brócolis, entre outros) são fontes de vitaminas, sais minerais e fibras e têm função reguladora do organismo. São as melhores fontes de vitamina A e flavonoides, que são antirradicais livres, ou seja, previnem as complicações crônicas do diabetes. A gordura saturada necessita ter menos que 7% das calorias, enquanto o colesterol total recomendável não deve passar de 200 mg/dia. A dieta de proteína usada para diabetes tipo 2 deve ser de 15% a 20% das calorias para um paciente sem significantes alterações renais. Em pessoas nos estágios iniciais da doença renal crônica a redução da ingestão proteica é de 0,8 a 1,0 g/kg de peso corporal por dia e 0,8 kg/dia em estágios mais avançados da nefropatia diabética. As melhores fontes vegetais de proteínas são as leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja). Estes alimentos, ricos em fibras solúveis, precisam compor a dieta, já que, além das fibras, que diminuem a resposta glicêmica pós- prandial, proporcionam baixo teor de gorduras e sódio, o que não se verifica nos alimentos proteicos de origem animal. Aconselhar-se para pacientes com diabetes tipo 2 pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica por semana.  A atividade deve ser distribuída por, no mínimo, três dias na semana. A orientação inicial de exercícios é de 10 minutos de alongamento e aquecimento, acompanhado por 20 minutos de exercício aeróbico. O exercício deve ser realizado preferencialmente no mesmo horário em relação às refeições e injeção de insulina nos pacientes tratados com insulina. No entanto, antes de começar a prática regular de exercícios físicos é recomendável avaliação cardiológica em todo paciente diabético com idade acima de 35 anos e coma doença há mais de 10 anos. Vale avisar que o consumo de líquido precisa ser mantida em níveis altos antes, durante e após a atividade física.

 

  A atividade física é preconizada pelas principais instituições e sociedades médicas e de saúde do Brasil e do mundo para a prevenção e o controle das DCNT (Doenças Crônicas Não-Transmissíveis). A efetividade desta indicação tem alto nível de evidência científica obtido através de vários artigos médicos, muitos dos quais desenvolvidos com pessoas com DM e DCNT. Todavia, destaca-se a necessidade de congregar essa evidência para a prática em saúde pública, com comprovações mais efetivas e realistas de atenção à DM2, compreendendo a atividade física como utensílio terapêutico de forma multidisciplinar. A conscientização e sensibilização dos profissionais de saúde sobre a importância deste trabalho multidisciplinar, a formação e preparação do profissional de educação física para atuar nesta realidade e o entendimento dos fatores que influenciam a adesão aos programas de atenção à DM2( Diabetes Méllitus 2) e às DCNT são fundamentais para a melhora da saúde, da qualidade de vida e do controle do açúcar no sangue, assim como para a prevenção de complicações referentes a estas doenças.