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Ortorexia nervosa

November 13, 2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ortorexia nervosa é o termo descrito para o comportamento obsessivo patológico caracterizado pela fixação por saúde alimentar. O termo (do grego, ortho: correto; orexis: apetite).  A pessoa comumente inicia de forma modesta. Começa a comer de maneira mais saudável e vai desenvolvendo uma fixação pela qualidade e pela pureza dos alimentos que come, tornando-se cada vez mais preocupada com o que comer, o quanto comer e com as “escorregadelas” na alimentação. A austeridade é a marca deste novo estilo de alimentação. Cada dia se torna uma oportunidade para “comer perfeitamente exclusivamente alimentos considerados saudáveis” e para se autopunir caso não consiga adotar precisamente o modo rígido proposto. As autopunições alteram entre jejuns, restrição alimentar ou excesso de exercícios físicos. A autoestima é fundamentada na pureza dos alimentos consumidos e estas pessoas se sentem superiores aos outros no que diz respeito à alimentação.

 

Eventualmente, as opções alimentares se tornam tão limitadas em variedade e calorias que a saúde padece – uma ironia para pessoas tão destinadas a uma alimentação saudável, restringindo a variedade; e começam eliminando certos grupos como carnes, laticínios, gorduras, carboidratos sem fazer a troca apropriada podendo levar a quadros de deficiências nutrológicas ou a um quadro completo de distúrbio da conduta alimentar.

 

A obsessão com a alimentação saudável atrapalha outras atividades e interesses, prejudica as relações afetivas e se torna física e psicologicamente arriscada.

 

A ortorexia nervosa, apesar de ainda não reconhecida como diagnóstico no manual de psiquiatria, vem se tornando um assunto principal na discussão de especialistas em distúrbio alimentares.

 

A pessoa com ortorexia começa uma busca de fixação por regras, ou normas de alimentação saudável. Os conhecimentos são contraídos através dos meios de comunicação, apesar disso são conhecimentos distorcidos e exagerados para ficar saudável. Assim sendo, acaba desistindo de muitos alimentos, por exemplo, começa com aqueles considerados impuros, como corantes, conservantes, gorduras trans, açúcar, sal, com agrotóxicos, pesticidas, alimentos transgênicos, entre muitos outros. Isso leva até a supressão de grupos de alimentos respeitados para uma alimentação adequada podendo desviar para quadros de deficiências nutrológicas ou subclínicas (fome oculta, déficit de vitaminas e micronutrientes, anemia, osteopenia, etc.…).

 

Uma inquietação igualmente agrega com a forma de preparo e os apetrechos empregados nos preparativos dos alimentos. Alimentar-se fora de casa é uma dificuldade, fogem de reuniões sociais e jantares para não “ser atentado” comer outro tipo de alimento e pesam os alimentos e sentem “culpados de quebrar os princípios”, e pelo contrário sentem uma percepção confortável ao fazer um prato preparado unicamente com produtos orgânicos, ecológicos, bio ou com determinados certificados de salubridade.

 

Acabam se enjaulando para conseguir se alimentar dessa forma benéfica ou com alimentos considerados “puros” em casa,  não aceitando comer fora de casa e dessa maneira acabam deixando de sair com os amigos ou namoradas/os. A alimentação “saudável” acaba tomando conta da sua vida.

 

A dificuldade é que a pessoa ortoréxica não busca auxílio pois confia que está fazendo a opção acertada. Na clínica do dia a dia, os pacientes com ortorexia atendidos nos consultórios ambulatoriais, foram encaminhados pelos familiares, especialmente as mães, que confiavam que havia “qualquer coisa de errado” na alimentação do familiar “ortorexico”. Nesses doentes, na consulta nutrológica foi efetivado uma anamnese alimentar abarcante para buscar determinar a eliminação de grupos alimentares, assim como no exame físico, o aparecimento de alguns sinais de falta de nutrientes (queda de cabelo, unhas quebradiças, entre muitos outros). Além disso foi concretizada uma averiguação laboratorial buscando e notando várias deficiências de nutrientes que necessitaram de suplementação e de ajustamento na dieta (de acordo ao sexo, a idade, momento evolutivo, as atividades que realiza, entre muitas outras, que necessitam ser respeitadas) que a pessoa ortoréxica estava realizando. Com alguns desses pacientes, também foi ressalvada a necessidade de um encaminhamento para um tratamento psicoterápico.

 

Na clínica diária ainda, notamos que em determinadas pacientes que apresentaram um diagnóstico de anorexia nervosa ou bulimia nervosa no passado foi plausível observar a passagem para um quadro com características ortoréxicas antes da sua recuperação. É respeitável aconselhar aqui, que quando um paciente se recobra de um Transtorno de Compulsão Alimentar, comenta que está comendo “normal” e sem alimentos proibidos, participando do lado social da alimentação e sendo “flexível”.

 

Ainda não sabemos qual a prevalência deste distúrbio na população geral, entretanto alguns grupos foram identificados nos últimos artigos científicos. Dentro deles, aparecem os atletas, esportistas, os artistas, os médicos e as nutricionistas.

 

“Comportamentos nutrológicamente desequilibrados precisam de toda a vigilância e o aconselhamento alimentar e nutrológico apropriado”

 

 

 

ORTOREXIA:  “nova” perturbação alimentar

 

A “Ortorexia” ou também chamada “ortorexia nervosa” é uma enfermidade resultante de uma busca obsessiva por ter uma alimentação saudável.

 

A população de maior risco para a Ortorexia Nervosa será aquela que já proporciona hábitos alimentares seletivos, como os vegetarianos e os macrobióticos, assim como a população de adolescentes cujos comportamentos e perturbações alimentares permanece a ser o espelho de suas aflições e conflitos psicológicos.

 

Tal como em muitos outros aspectos da alimentação, a chave é o equilíbrio. Uma alteração nas opções alimentares deve ser gradual e de uma maneira que motive, tendo em conta os gastos e o modo de vida do indivíduo. Comer mais saudavelmente tem efeitos positivos na saúde, afora se deixar de desfrutar da vida ou afetar o relacionamento social.

 

 

 

SINAIS DE ALERTA e AUTODIAGNOSTICO

 

- No transcorrer do dia gasta muito tempo raciocinando em Alimentação Saudável?

 

- Planeja hoje o que vai comer no dia seguinte?

 

- Medita o valor nutritivo dos alimentos mais importante do que o prazer que estes oferecem?

 

- Reduziu a qualidade de sua vida à medida que aumenta a qualidade da sua dieta?