LICOPENO
















As plantas produzem centenas de pigmentos com as mais distintas desempenhos. Têm aqueles que as protegem dos efeitos prejudiciais dos raios solares e outros que capturam esta mesma luz do sol para transformá-la na energia que as plantas necessitam para viver.

Existe pigmentos que sinalizam que o fruto está maduro, e outros tantos que advertem predadores de que estão perante de alguma substância venenosa.

Pois bem, mediante a essa variedade toda de pigmentos tem um grupo do qual você já deve ter escutado: a família dos carotenóides. O beta-caroteno, por exemplo, que dá coloração às cenouras, é um deles. O licopeno igualmente — é ele o responsável pela atraente coloração avermelhada dos tomates frescos ou de uma suculenta melancia.

O licopeno, ao contrário de outros carotenóides, não se transforma no organismo em vitamina A. No entanto, graças a sua função antioxidante, ele colabora para nos proteger do ataque de radicais-livres — moléculas destrutivas que ajudam a provocar doenças cardíacas, câncer, catarata, artrite e, possivelmente, perda de memória.

O licopeno é um dos antioxidantes mais possante entre os carotenoides dietéticos. Foram identificados na substância diferentes mecanismos, como estimulação do sistema imunológico, regulação do ciclo celular, interrupção do crescimento tumoral via “gap junction”, aumento da resposta imune anti-tumor e ação anti-inflamatória. Ele é achado na goiaba, melancia, mamão e damasco. Quanto mais maduro for o alimento, maior será sua concentração.


Mais um ponto importante é sua biodisponibilidade (A biodisponibilidade dos alimentos diz respeito à quantidade de nutrientes absorvidas e utilizadas pelo organismo). Um estudo corroborou que o cozimento por uma hora, na presença de óleo de milho, aumenta significantemente a concentração de licopeno no soro de humanos, em comparação com o suco de tomate não processado. A ação favorável tem sido mostrada em várias doenças como câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes e síndrome metabólica.


O estudo prospectivo (que faz ver ao longe) que seguiu indivíduos por 12 anos evidenciou que quanto mais frequente a consumo de molho de tomate, menor era o risco de manifestação de câncer de próstata, seja ele localizado, avançado ou metastático (Tumor metastático é aquele que se espalhou a partir do lugar onde se iniciou para outro local do corpo), nos homens com ≥ 65 anos. Tal benefício não dependeu do tipo de óleo empregado. A quantidade de molho de tomate que pode proteger contra o manifestação do câncer de próstata corresponde à aproximadamente 1 a 2 colheres de sopa por dia.


O benefício do molho de tomate tem sido comprovado em câncer de rim, bexiga, mama, fígado, colo-retal, esôfago e gástrico. Baixo risco para IAM (Infarto Agudo Miocárdio) foi demonstrado em pessoas que continham altos estoques adipocíticos de licopeno. Esse resultado pode ser decorrente da sua ação anti-aterogênica, que diminui a oxidação do LDL. Embora o licopeno seja o principal nutriente do tomate, deve também ser avisado que o b-caroteno e Polifenóis estão presentes e podem colaborar para ação benévola do fruto. Uma excelente notícia é que o molho de tomate pode ser estocado no congelador (-20°C) por no mínimo nove semanas.

Muitos estudos ainda devem ser desenvolvidos para elucidar, além da recomendação diária necessária desse carotenóide, a biodisponibilidade (percentual de aproveitamento de uma substância pelo organismo) dos diferentes isômeros de licopeno e as principais substancias.


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