OBESIDADE FEMININA AUMENTA O RISCO DE DOENÇAS DO CORAÇÃO

A obesidade é uma enfermidade, que está relacionada ao desencadeamento de várias outras doenças, o que a torna uma doença crônica, porém que apresenta tratamento.

Apesar disso, há uma certa diferença entre a obesidade masculina e feminina, sendo que a obesidade na mulher apresenta determinadas especificidades[LR1] interessantes que chama a nossa atenção no sentido de cuidados com a bem-estar.


Para esse assunto, tem o que denominamos de obesidade maçã, que é a do homem, caracterizada pela gordura visceral, aquela acumulada no abdômen; já na mulher, chamamos de obesidade pera. Acontece que, depois de certo período de vida, especialmente depois da menopausa, a mulher começa a desenvolver a gordura visceral, idêntica ao homem, acrescendo as oportunidades de desenvolver enfermidades cardiovasculares – das quais hipertensão, insuficiência cardíaca, infarto, arritmia cardíaca, entre outras.


O hormônio estrogênio que é o protetor da mulher, perde essa função após a menopausa, e com isso aumenta o risco para doenças cardiovasculares, o que solicita precaução das mulheres que se deparam acima do peso.


A gordura abdominal na mulher aumenta o risco de entupimento das artérias, impedindo o desempenho apropriado do coração; controle nutrológico e exercício físico regular diminuem os riscos de tal enfermidade. Um dos fatores de risco das doenças cardiovasculares que têm se tornado prevalente nos últimos anos é o aumento de peso corporal.


Na menopausa, a mulher tem a tendência de acumular mais gordura na região abdominal e na parte superior do corpo, favorecendo o aumento de peso, outro fator de risco para a fibrilação atrial e demais doenças cardiovasculares. Existe ainda o perigo da interação entre fumo e contraceptivo, que a partir da idade de trinta anos pode acarretar entupimento venoso e, consequentemente, embolia pulmonar.


A conscientização deve acontecer de uma forma completa, iniciando pelos exames regulares, visitando o seu médico afim de que progrida na batalha contra todos os fatores de risco que podem induzir às doenças do coração e à morte súbita.


Atualmente, existe um amplo número de mulheres no mercado de trabalho, inclusive em cargos executivos, que anteriormente eram ocupados exclusivamente por homens. Isso vem determinando mais responsabilidades e diminuindo o tempo disponível para o cuidado com a saúde, até mesmo em razão da jornada dupla que elas têm que desempenhar.


Prevenção


O público feminino está se descuidando dos exames preventivos. As mulheres se preocupam tanto com os exames ginecológicos, porém não se lembram dos cuidados com a saúde cardiovascular, que em seu conjunto de doenças mata mais que os cânceres de útero e de mamas incluídos.


Além dos exames médicos regulares, e em razão da presença cada vez maior no mercado de tralhado, as mulheres precisam ter costumes de vida saudáveis, desenvolver uma dieta equilibrada – com o consumo farto de alimentos frescos, frutas, verduras, água -, exercício físico regular, diminuir o estresse e ter sono adequado.


Ainda que os homens desempenhem atualmente papel semelhante na educação dos filhos, na maioria das vezes é a mulher quem acompanha mais atentamente a alimentação dos filhos. É importante cria-los de maneira saudável, pois isso refletirá em ter uma sociedade com adultos sadios no futuro, e contribuirá para a diminuição de eventos cardiopáticos e a tão temida morte repentina. [LR1]



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