Whey Protein na prática clínica

Whey Protein é a proteína do soro do leite retirada durante o processo de transformação do leite em queijo. São necessários dois mil litros de leite para conseguir retirar um quilo de soro do leite de boa qualidade. Os suplementos proteicos também existem derivados da proteína da carne, do arroz e da soja, as duas últimas são indicadas para veganos e pessoas com intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite.


Este suplemento é empregado para o ganho de massa muscular. Isto porque suas proteínas de alto valor biológico contribuem para a reparação do músculo, que sofre micro lesões durante a prática de exercícios. Com a ajuda da proteína do Whey Protein a fibra muscular é aperfeiçoada e fica maior e mais forte.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no Brasil segundo RDC número 18/2010, define que os suplementos proteicos necessitam conter no mínimo 50% das calorias derivadas das proteínas e cada porção deve conter no mínimo 10 gramas de proteína. Entretanto o que é o Whey Protein e quais as diferenças entre as apresentações do produto concentrado ou isolado? Trata- -se da proteína do soro do leite e na forma como ela é alcançada. O Whey Protein é um pool de aminoácidos que corresponde a 20% da proteína do leite enquanto 80% restantes são da caseína. O produto concentrado pode ser obtido por ultrafiltração, conseguindo–se um suplemento com até 80% de proteínas. Enquanto a apresentação isolada pode ser obtida por troca iônica, desta forma se obtém até 95% de proteínas na formulação. Quanto maior a concentração de proteínas, menor a presença de gordura e lactose. Deve-se atentar que as apresentações no mercado são, em sua maioria, blends”, ou seja, há uma composição entre Whey concentrado, o isolado e até com caseína. Todas têm sua função específica e podem ter papel fundamental na suplementação de um atleta. Entre o pool de aminoácidos do Whey Protein se destaca a leucina. Além de seu papel no anabolismo (aumento de massa) muscular, surgem trabalhos avaliando seu papel no controle da pressão arterial devido à ação da beta-lactorphina no oxido nítrico. Também existem estudos sobre o efeito insulinotrópico e hipoglicemiante por estimular o GLP-1, Grelina e GIP e reduzir o DPP-4. Por esse mesmo mecanismo fisiológico, também se estuda o papel do Whey Protein sobre a redução do apetite e aumento da saciedade. A leucina é o aminoácido que mais rápido atravessa a barreira hematoencefálica. Ela agiria, então, na região ventro-medial do núcleo arqueado do hipotálamo, estimulando o “mTor” nos circuitos hipotalâmicos.


Como consumir: No caso de pessoas que praticam atividades físicas, o Whey Protein deve ser ingerido após os treinos. Não é necessário consumi-lo em dias que não irá treinar. O Whey Protein não deve substituir uma refeição principal, em alguns casos ele até pode ser consumido no lugar de um lanche, mas é bom que tenha a adição de fibras, como linhaça e chia. O Whey Protein deve ser ingerido com água.


Quantidade recomendada: A quantidade de Whey Protein que deve ser ingerida diariamente varia de acordo com a necessidade de cada um e tratamento está fazendo. No caso de pessoas saudáveis a orientação varia entre 25 e 50 gramas de acordo com a recomendação individual que o profissional especializado oferecer.


Cuidados ao consumir: Pessoas que fazem do Whey Protein necessitam aumentar o consumo de água para não sobrecarregar os rins. Além disso, é importante conservar uma alimentação balanceada e praticar exercícios regularmente para conseguir os resultados desejados. Este suplemento quando consumido em quantidades adequadas não contribui para o acúmulo de gorduras porque não contém substancias que aumenta o peso como açúcares, gordura ou lactose.


Ingerir em excesso: Caso seja ingerido em excesso o Whey Protein pode sobrecarregar os rins. Como os rins eliminam os produtos do metabolismo da proteína (como a ureia, a amônia, os resíduos nitrogenados), seu consumo elevado pode sobrecarregar o órgão, fazendo com que a função renal seja prejudicada progressivamente. Também pode haver sobrecarga do fígado, por ser o órgão responsável pela metabolização de aminoácidos.




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